A história e o aumento da população felina - Hospital Veterinário Santa Inês

Blog Santa Inês

A história e o aumento da população felina

sta_felinos

O que era evidente nos últimos anos, agora está comprovado estatisticamente: a população felina aumentou no Brasil e mundialmente.

Um pouco da história dos felinos, para começar: os lobos –ancestrais do cães – foram domesticados há aproximadamente 100.000 anos com o intuito de ajudar na caça do homem. Já os nossos tão amados gatos, foram domesticados há apenas 4.000 anos, no Egito. Lá, eles ajudavam na proteção da colheita contra ratos, assim quando os egípcios perceberam que os gatos eram eficazes no controle da população de roedores, passaram a considerá-los divinos. Uma das deusas egípcias representadas com uma cabeça de gato é Bastet, ela representa o prazer, a fertilidade, a música e o amor. Os egípcios respeitavam tanto os seus felinos, que quando um gato de estimação morria, eles raspavam as sobrancelhas em sinal de luto. Seu ritual fúnebre se assemelhava ao de um humano, e no século XIX, arqueólogos descobriram mais de 300 mil múmias de gatos num cemitério em Tall Bastah, cidade delta do rio Nilo onde ficava o principal templo da deusa Bastet. Esse endeusamento felino, no entanto, rendeu uma derrota importante no Império Egípico. Quando Cambises II, comandante do Império Persa, descobriu a devoção dos egípicos pelos gatos, ordenou que seu exército atacasse o Egito com uma fileira de gatos em frente de sua tropa, servindo como escudo. Dessa forma, os egípcios não ofereceram resistência, pois aceitavam perder uma batalha à ferir um felino sagrado!

No mundo moderno, a expansão e o enriquecimento das cidades fez com que o crescimento da população felina acelerasse. Nos EUA, Alemanha e França os gatos já são maioria. No Brasil, segundo a Associação Brasileira da Indústria de Produtos para Animais de Estimação (Abinpet), os número de bigodudos nos lares se equipara ao de cães. Hoje, a população brasileira de gatos já ultrapassa 21 milhões.

Autossuficientes, os gatos se adaptam às nossas rotinas (ou falta delas) atribuladas, e com o tempo escasso. Eles são naturalmente limpos e adaptáveis aos pequenos ambientes, são menos exigentes do que os cães, mais silenciosos e muito, mas muito carinhosos!

Para nós, amantes dos bigodudos, é muito bom ver o crescente interesse e amor pela espécie, empresas se dedicando ao desenvolvimento de produtos específicos para eles, além de mais profissionais se especializando nesses bichanos, que a cada dia que passa nos conquistam mais e mais!

Mariane Brunner (CRMV-SP 27060), médica-veterinária do Hospital Veterinário Santa Inês, especializada em Medicina Felina – ANCLIVEPA-SP e mestranda do Departamento de Patologia Experimental e Comparada – FMVZ-USP.